Planejamento tributário 2026: por que este ano a decisão saiu de janeiro para setembro
Todo fim de ano tem uma conversa que separa a empresa que cresce da que só sobrevive: a de planejamento tributário. É o momento de olhar o que a empresa faturou, o que projeta para o ano seguinte, e decidir qual estrutura paga menos imposto dentro da lei. Sempre foi uma conversa de janeiro. Em 2026, ela mudou de mês e ganhou uma camada nova.
Este guia explica o que é planejamento tributário, por que o de 2026 é diferente de todos os anteriores, quais são os novos prazos e o que a sua empresa precisa avaliar antes de setembro. Se você tem CNPJ, essa leitura vale o seu tempo.
O que é planejamento tributário (sem juridiquês)
Planejamento tributário é organizar a empresa, de forma legal, para pagar o mínimo de imposto que a lei permite. Não é sonegar, é o oposto. Tem até nome técnico: elisão fiscal, a redução de tributos usando as próprias regras a seu favor.
Na prática, ele reúne decisões que você talvez já tenha ouvido soltas: escolher entre Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real; calcular o Fator R para saber se sua empresa cai no anexo de 6% ou no de 15,5%; definir o pró-labore no ponto certo; distribuir lucro de forma isenta. Cada uma dessas escolhas mexe no quanto você paga. Juntas, elas são o planejamento.
O que torna isso estratégico é o timing: essas decisões precisam ser tomadas antes, não depois. Imposto pago a mais não volta e a maioria das oportunidades de economia tem data de validade.
Por que o planejamento tributário de 2026 é diferente
Aqui está o que muda tudo neste ano. A Reforma Tributária começou a produzir efeitos, e ela mexeu em duas coisas que afetam diretamente o seu planejamento.
1. A data saiu de janeiro para setembro
Durante anos, a opção pelo Simples Nacional foi feita em janeiro. A Resolução CGSN nº 186/2026 mudou isso: a escolha para o ano-calendário de 2027 acontece entre 1º e 30 de setembro de 2026. Quem sempre deixou para janeiro precisa reprogramar o calendário mental, porque perder essa janela significa ficar na configuração padrão, que pode não ser a ideal.
2. Surgiu uma decisão que não existia: IBS e CBS, por dentro ou por fora
Esta é a novidade que a maioria ainda não entendeu. A partir de 2027, dois novos tributos (o IBS e a CBS) passam a fazer parte da vida das empresas do Simples. E, no mesmo prazo de setembro, você vai poder escolher como recolhê-los: dentro da guia única do Simples ("por dentro") ou separadamente, pelo regime regular ("por fora").
Por dentro ou por fora? A escolha que pode mudar sua competitividade
A diferença entre as duas opções não é burocrática, é estratégica, e depende de quem são os seus clientes.
Recolher por dentro mantém tudo simples: os novos tributos entram na mesma guia que você já paga, do jeito de sempre. É o caminho natural para quem vende direto ao consumidor final, a pessoa que entra na sua loja, no seu salão, no seu consultório.
Recolher por fora (regime regular) é mais trabalhoso, mas gera um "crédito" de IBS e CBS que o seu cliente pode aproveitar. Se os seus clientes são outras empresas, isso pode te deixar mais competitivo, porque contratar você sai mais barato para eles no fim das contas. É a lógica da não cumulatividade, o coração da Reforma.
A regra prática: vende para outras empresas → vale avaliar recolher por fora. Vende para o consumidor final → recolher por dentro costuma ser o melhor.
Mas a decisão exige olhar o seu perfil de clientes e fornecedores, um a um. Não é uma conta de padaria, é análise.
Repare no detalhe do cancelamento: você pode optar em setembro e cancelar até o fim de novembro se concluir que não vale a pena. Isso dá uma margem de segurança, mas o cancelamento é definitivo, sem volta. Por isso a simulação feita antes, com calma, em julho e agosto, é o que separa a decisão consciente do chute.
O que fazer agora, antes de setembro
O erro que a gente mais quer evitar é o cliente chegar em setembro sem ter feito a conta e ter que escolher no escuro ou perder a janela. Para não cair nisso, três movimentos valem para julho e agosto:
Verifique sua situação fiscal. A permanência no Simples é automática, mas a Receita pode excluir quem tem débito em aberto. Descobrir agora dá tempo de regularizar.
Revise se o Simples ainda é o melhor regime. Se você projeta crescer em 2027, talvez o Lucro Presumido passe a compensar. Essa conta se faz com os seus números de faturamento e margem.
Simule o IBS/CBS por dentro e por fora. Com base no seu perfil de clientes, dá para estimar qual opção deixa a empresa mais competitiva — e chegar em setembro com a decisão pronta.
Perguntas frequentes sobre planejamento tributário
O que é planejamento tributário?
É organizar a empresa de forma legal para pagar o mínimo de imposto que a lei permite, escolhendo o regime certo, calculando o Fator R, definindo pró-labore e distribuição de lucros. Não é sonegação; é elisão fiscal, o uso da própria lei a favor do negócio.
Por que o planejamento tributário de 2026 é diferente?
Porque a Reforma Tributária mudou o calendário e adicionou uma decisão nova. A opção pelo Simples para 2027 saiu de janeiro para 1º a 30 de setembro de 2026 (Resolução CGSN nº 186/2026), e as empresas também escolherão como recolher os novos tributos IBS e CBS.
O que muda com a escolha de IBS e CBS por dentro ou por fora?
Por dentro mantém tudo na guia única do Simples. Por fora (regime regular) gera crédito de IBS e CBS, o que pode deixar a empresa mais competitiva quando os clientes são outras empresas. Para quem vende ao consumidor final, o crédito não faz diferença.
Posso mudar de ideia depois de escolher em setembro?
A opção pelo regime regular pode ser cancelada até o último dia de novembro de 2026, mas esse cancelamento é irretratável. Por isso a simulação antecipada, em julho e agosto, é tão importante.
Quem está em dia precisa fazer algo em setembro?
A permanência é automática para quem está regular, mas vale verificar a situação fiscal (débito exclui do regime) e avaliar a escolha de IBS/CBS. Quem projeta crescer deve revisar se o Simples ainda é o melhor regime.
Planejamento não é sobre o prazo. É sobre chegar nele decidido
A mudança de janeiro para setembro assusta à primeira vista, mas ela tem um lado bom: obriga a antecipar uma conversa que sempre deveria ter sido feita com calma. Planejamento tributário nunca foi sobre bater um prazo, é sobre chegar no prazo já sabendo qual decisão faz a empresa pagar menos e crescer mais.
Na Marchesan, a gente faz essa análise com cada cliente antes de setembro: revisa a situação fiscal, simula os regimes, calcula o IBS/CBS por dentro e por fora, e leva a recomendação pronta para a mesa. Você decide com número, não no escuro e chega em setembro tranquilo, não correndo.
Quer chegar em setembro com o planejamento pronto? Fale com a Marchesan pelo WhatsApp (51) 3211-1595 e agende a sua análise de 2027 — quanto antes, mais tempo para decidir com calma.